terça-feira, 3 de junho de 2008

Princesa brasileira

Após ganhar o título de a melhor representante da raça, a labrador Grace Kelly, de 4 anos, se aposenta e vira mãe de uma família em que um filhote vale US$ 2.000

Grace Kelly conquistou os Estados Unidos com beleza e talento. O nascimento plebeu não a impediu que fosse coroada. Homônima da princesa de Mônaco, a Grace Kelly brasileira ocupa o trono da raça: ostenta sete títulos internacionais de a melhor representante de labrador.

A vida da estrela, como a da atriz americana que encarnou um autêntico conto de fadas, lembra enredo de filme. A cadela Grace Kelly nasceu de uma pulada de cerca da mãe. O tratador esqueceu a porta do canil aberta. A mãe, uma labrador sueca, fugiu e cruzou. "Havia duas possibilidades de paternidade. Fizemos DNA para descobrir qual deles era o pai", conta o criador, Paulo Cimermam. Só assim, o filhote, hoje com quatro anos, teve o pedigree registrado. O pai, Morgan, é um expoente da raça, cujo seguro é de US$ 50 mil, cerca de 10% do seu valor. Morando nos EUA, o cão espalha pelo mundo seus genes de campeão.

Filha de suecos, Grace Kelly nasceu em Juquitiba-SP. Ela demorou para mostrar seu potencial. Acostumado a esperar 55 dias para avaliar os animais segundo os padrões da raça, o criador só percebeu que a cadela se destacava dos outros cães depois de nove meses. "Ela teve amadurecimento tardio. A beleza só apareceu depois de algum tempo", afirma Paulo.

A vida de princesa de Grace Kelly começou em outubro de 2006, quando ela foi para os Estados Unidos participar do seu primeiro concurso. No dia seguinte à chegada, a cadela venceu o prestigiado "Bare Bones Labrador Retriever of Potomac", em Maryland. Levou o "Best Of Winners" - vencedor dos vencedores. Foi a primeira vez que um cão estrangeiro abocanhou o prêmio.

Hoje, ela figura entre os dez melhores labradores do mundo. O ranking internacional tem 1.340 animais. "Foi uma questão de sorte. É como se, em uma classe, eu tivesse uma Gisele Bündchen", compara o criador.

Mãe de família
A cadela top voltou a viver em Juquitiba, no ano passado, quando deixou os concursos para iniciar a vida reprodutiva. Como Grace Kelly, a atriz, a labrador também abandonou os holofotes para construir uma família. Ela e Wyscoy Robin, outro cão americano superpremiado, formaram uma espécie de "Casal 20" do mundo canino. O resultado na união foram oito filhotes nascidos em janeiro deste ano. Quatro foram vendidos para criadores no Chile e nos Estados Unidos. Cada um por US$ 2.000. Os outros vivem no Brasil com a mãe.

Folha On Line

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